I
olhas-me. o sangue acelera.
teus olhos de avelã e mel
fitam-me inquisitivos.
desvendas meu ser.
nas veias o sangue acelera
e o rubor tinge-me.
a vergonha de criança de volta.
com mãos titubeantes procuro
a máscara.
seguro-a entre os dedos
estendo-lhe as pernas
e coloco-a.
por detrás dos óculos de sol
deixo a vergonha tingir-me.
intocável agora.
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sábado, maio 17, 2008
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