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sábado, maio 17, 2008

Imitação de poesia

I

olhas-me. o sangue acelera.

teus olhos de avelã e mel
fitam-me inquisitivos.

desvendas meu ser.

nas veias o sangue acelera
e o rubor tinge-me.

a vergonha de criança de volta.

com mãos titubeantes procuro
a máscara.

seguro-a entre os dedos
estendo-lhe as pernas
e coloco-a.

por detrás dos óculos de sol
deixo a vergonha tingir-me.

intocável agora.