Mostrar mensagens com a etiqueta registos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta registos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, março 11, 2008

aprendendo sem parar

é verdade.
Há sempre tanta coisa para aprender...
Pois andava eu a "afeiçoar" o terreno para novos cultivos quando fiz uma lesão na mão direita que me tem incapacitado até de teclar por aqui...
Já mexe sem dor e com autorização clínica.

A graça que achei quando as minhas amigas me disseram: " ora bamos lá "afeiçoar"`* a terra..."
Afeiçoar...(?!) que graça achei ao termo e, pensando sobre ele, que bem aplicado.
E quando cai daquela chuva contínua, em fios, mansas águas caíndo sobre a terra, ouço-as dizer: "está um tempo criador!"

Já viram a beleza poética desses termos na sua aplicação a tarefas, por natureza pesadas mas ligadas á sobrevivência?
Delicioso mesmo.

Quando a chuva abrandar fotografo o meu terreno todo afeiçoado e coloco aqui uma imagem para vós.
Bom, não posso abusar para recuperar a 100% e evitar a cirurgia.
No dia Mundial da Mulher vim postar para as homenagear, com admiração e respeito, apesar da proibição clínica.
Ainda não posso abusar e por isso : até depois amigas e amigos.

post scriptum - * a pronúncia tem uma ligeira deturpação que não consigo, pelo menos ainda não consegui, reproduzir graficamente.

E eis as fotos da terra.
Junto uma das ervas que sempre nascem e têm sua beleza, mais assim, orvalhadas pela chuva mansa e...criadora.

E para vós, flores de minha casa:

quarta-feira, novembro 07, 2007

amigas e amigos

parece que não faço mais do que explicar-me das ausências.
Já nem sei há quanto tempo estou em Lisboa. Aqui sim, posso afirmar ser um autêntico eremita.

O tio Zé Carlos, tio avô da M.M, meu amigo desde k me lembro de ser gente apesar da enorme diferença de idade - tem agora 92 anos -, meu mentor e ponte entre mim e M.M, adoeceu com uma penumonia.
Apesar da idade é um homem auto-suficiente - bom, não tanto que dispense uma boa empregada para ter a casa, roupa e alimentação sempre em ordem, mas com a idade que tem não é de admirar - lúcido e com um humor corrosivo mas tão ceerteiro que nos faz ficar com a cabeça à roda. Amo este homem desde menino - meu pai que me perdoe pois foi sempre um excelente pai e ser humano, mas creio que em criança cheguei a desejar que fosse o tio Zé carlos o meu verdadeiro pai. E sabem porquê?

Porque apesar da enormíssima, naquela altura era mais para o abissal diferença de idades, este tio social, mas principalmente tio de coração, nivelava-se a mim, sem nunca perder seu papel de educador, duma forma que eu nem dava por ela, e entrava em todos os jogos e peripécias que desde a infância fui criando e jogando.
Foi sempre - sempre que presente - meu companheito de brincadeiras.

Sem negas, sem desculpas de falta de tempo, sem vergonha do que os outros pudessem pensar por o verem homem feito e...refeito, de gatas, trepando árvores...o que fosse.
Agora que penso nisso rio e ele comigo. A imagem dele, que é homem de compleição alta e larga, de gatas jogando ao berlinde comigo onde quer que fosse, passasse quem passasse...

Bom, imaginem vocês. Um miúdo franzino de 6 , 7 anos nessa atitude e, a seu lado um homenzarrão que, mesmo de joelhos equivaleria minha estatura.

Por tudo o que me deu e foi tanto, que nem que ele viva 500 anos lhe poderei retribuir mal o soube doente zarpei. E logo ele que nunca adoece nem se queixa.

Está a recuperar, ou recuperado como diz, mas ainda por aqui estou.
E ambos nos temos divertido nesta mútua e ampla cumplicidade de vida e afectos comuns.

Mas sinto-me mais eremita - no sentido de isolado - aqui.

Ele mora na zona do Lumiar e como o tempo tem estado bom e o médico autorizou, de vez em quando, damos passeios na Quinta das Conchas, quase vizinha.

E a maioria dos passantes estranha quando, muitas vezes em coro, dizemos: bom dia.
Olham surpresos procurando a quem nos dirigimos.

Mas nós por cá andamos espalhando os nossos boms dias.

Se virem dois homens, um mais velho mas sem aparentar a idade que vos disse, alto, escorreito, cabeleira branca e outro uns 8 a 10 cm ( 1,74) mais baixo passeando e largando sonoros e alegres bons dias já sabem que, provavelmente, passaram por nós.

Deixo-vos uma foto do "«Sabichão" assim ele o baptizou mal nasceu.´

P.S - homem do futuro à net não aderiu nem adere.

Diz que há sobre-informação. Tem computador que veio substituir a sua máquina de escrever, mas só o quer para essa função.

terça-feira, agosto 28, 2007

Por ora, quedo-me neste meu novo lar

E ao escrever o que supostamente é o título deste post dei conta do absurdo, pois o meu lar é o mundo todo, todo-o-mundo e o cosmos sem fim.
Mas aqui e agora, neste momento, ao dizer: “lar”, falo desta casa que habito, do espaço envolvente, jardim-quintal, tudo misturado como convém, pois assim é a natureza, não uma coisa super-ordenada, onde plantei – desenvasando – as plantas favoritas da Maria Manuel e vou acrescentando plantas rasteiras e arbustos autóctones que sempre trago de minhas caminhadas.
O espaço ainda é amplo, assim o quis, não gosto de limites, não tem muros nem delimitações.
Para além da casa de origem mandei construir, e colaborei na construção, um anexo que se pode considerar uma casa para hóspedes, família e outros.

Estou agora a estudar com camponeses da zona – esta é uma das maravilhas – encontrarmo-nos por aí, eles trabalhando, eu deambulando, e ficarmos à conversa como velhos conhecidos e amigos – estou pois a estudar com a ajuda deles, quais as árvores de fruto que melhor se adequarão quer ao clima quer ao tipo de solo, para no Outono as plantar.
Como a água me não falta irei aprender com eles a cultivar alimentos; batatas, legumes vários e farei uma pequena horta.
(a flor do hipoericão do Gerês - essa tenho aqui, é linda, não é?)

(e estes frutinhos deliciosos, conhecem?
Medronhos. Não tenho mas já combinei com um dos meus novos
amigos e vamos transplantar na época certa.
Hummm! Que delícia)


E peguei nos livros da M.M e comecei a ler.
Ela sempre foi muito dada àquilo que costumamos designar por esoterismo – creio que o adequado será falar no plural dadas as várias correntes, ainda que afinal o fio condutor e o término sejam os mesmos.


Tenho muito para ler e agora, aqui, sinto que entendo o que leio.
Quase como se os livros e este espaço me esperassem.
Creio que me desintoxiquei e a alma está mais aberta.
Assim como a mente.
Até comecei a fazer Yoga seguindo, com muito cuidado, um desses livros.