quarta-feira, janeiro 02, 2008

Balanço, balançando…

1-
…mas o balancé tem os braços desequilibrados
. Nem sei se os parafusos não estarão ferrugentos, a cair de podres, de forma que me não sinto seguro.
Mas poderão avaliar por vocês mesmos e concluir. Eventualmente alertar-me para o perigo que corre quem balanceia neste balouço e, para tal aqui deixo alguns – porque estes representam só a ponta do iceberg. Muitos mais surgirão não tarda - números de referência:
Vencimentos e reformas não puderam ter aumentos superiores à “inflação” – 2,1% (?);
Em Outubro de 2007 o INE referiu como valor alcançado pela inflação – 2,4%;
Entretanto, ao 2º dia do novo ano, 2 meses e dois dias (mais coisa menos coisa) depois da estimativa do INE verificaram-se os seguintes aumentos:
- Pão – 30%
- Leite – 12%
- Transportes – 3,9%
- Gás – 3,6%
- Electricidade – 3,6%
- Portagens – 2,94%

Como se vê não é só a tradição (como diz o slogan) que já não é o que era…A matemática também não e com o desencontro entre estes valores receio pela minha vida.
Uma queda abrupta do balancé de nome portugal (assim mesmo com letra minúscula pois os balancés podem ter nomes próprios mas não obrigatoriamente com maiúsculas) é ameaça real. Vejam só:


AUTO-CONSELHO – podem usar a abusar. Melhor aprender a saltar em…altura.

2 – Passou despercebido mas acabaram as guerras. Festejemos
.
Ontem decorreu o dia Mundial da Paz.

As guerras acabaram no mundo. Já não era sem tempo.Acabaram as guerras: Israel-Palestina; Afeganistão; Iraque; Paquistão; Quénia…..............................................................................................................................

Desculpem.

Escrevam vocês as restantes.

Há algo em mim que dói de uma forma que me tolhe todo e os dedos recusam teclar, de paralisados.

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NOTA: hoje aprendi uma coisa nova.

Se utilizarmos o computador de outra pessoa temos que o abrir na nossa conta senão tudo o que escrevermos, post's ou comentários, o compuatdor assume como do proprietário.

Agora parece-me elementar, mas só depois do erro e da pergunta feita, que me levou à descoberta deste aspecto.

Estou em casa de amigos que também têm casa no Porto (convidaram-me para almoçar. Vamos fazê-lo agora) e uma outra blogger (amiga deles) emprestou-me o computadoier dela aberto e vai daí eu desatei a ler e comentar sem mais. Claro que deu asneira.

terça-feira, dezembro 04, 2007

apetecem-me as flores


passeio as ruas de Lisboa, cidade luminosa, com uma luz especial. Dourada, aconchegante e doce na sua suavidade.

Há outras cidades com luzes especiais, mas esta da nossa Lisboa fascina.
E as luzes de néon, invasão luminosa, falsamente quentes acalentam as almas, iludem as mentes como se o Natal fosse uma verdade universal aqui , próxima de nós, em fraternidade e justiça social, sem pobreza, fome, guerra, doenças em abandonadas esquecidas camas ou recantos ignotos do planeta, onde o chão é a cama possível - mas ali, um sem-abrigo, afofa a cama feita com cartões e mantas, se é que o são. Retalhos de tecidos parecem.
As luzes brilham.
Dão um falso tom dourado à noite e parecem aquecer de tanto ouro que projectam, mas encandeiam e os sem abrigo, todos os desamparasdos da vida, ficam ainda mais escondidos de nossos olhares.
Por isso também me apetecem as flores.
Captei-as nesta janela, durante o dia porque à noite as luzes ofuscam-nas e escondem-nas de nosso olhar.
E porque as luzes me não encandeiam, mas abrem feridas de dor em meu ser apetecem-me as flores. Vivas, verdadeiras e belas.


quarta-feira, novembro 07, 2007

amigas e amigos

parece que não faço mais do que explicar-me das ausências.
Já nem sei há quanto tempo estou em Lisboa. Aqui sim, posso afirmar ser um autêntico eremita.

O tio Zé Carlos, tio avô da M.M, meu amigo desde k me lembro de ser gente apesar da enorme diferença de idade - tem agora 92 anos -, meu mentor e ponte entre mim e M.M, adoeceu com uma penumonia.
Apesar da idade é um homem auto-suficiente - bom, não tanto que dispense uma boa empregada para ter a casa, roupa e alimentação sempre em ordem, mas com a idade que tem não é de admirar - lúcido e com um humor corrosivo mas tão ceerteiro que nos faz ficar com a cabeça à roda. Amo este homem desde menino - meu pai que me perdoe pois foi sempre um excelente pai e ser humano, mas creio que em criança cheguei a desejar que fosse o tio Zé carlos o meu verdadeiro pai. E sabem porquê?

Porque apesar da enormíssima, naquela altura era mais para o abissal diferença de idades, este tio social, mas principalmente tio de coração, nivelava-se a mim, sem nunca perder seu papel de educador, duma forma que eu nem dava por ela, e entrava em todos os jogos e peripécias que desde a infância fui criando e jogando.
Foi sempre - sempre que presente - meu companheito de brincadeiras.

Sem negas, sem desculpas de falta de tempo, sem vergonha do que os outros pudessem pensar por o verem homem feito e...refeito, de gatas, trepando árvores...o que fosse.
Agora que penso nisso rio e ele comigo. A imagem dele, que é homem de compleição alta e larga, de gatas jogando ao berlinde comigo onde quer que fosse, passasse quem passasse...

Bom, imaginem vocês. Um miúdo franzino de 6 , 7 anos nessa atitude e, a seu lado um homenzarrão que, mesmo de joelhos equivaleria minha estatura.

Por tudo o que me deu e foi tanto, que nem que ele viva 500 anos lhe poderei retribuir mal o soube doente zarpei. E logo ele que nunca adoece nem se queixa.

Está a recuperar, ou recuperado como diz, mas ainda por aqui estou.
E ambos nos temos divertido nesta mútua e ampla cumplicidade de vida e afectos comuns.

Mas sinto-me mais eremita - no sentido de isolado - aqui.

Ele mora na zona do Lumiar e como o tempo tem estado bom e o médico autorizou, de vez em quando, damos passeios na Quinta das Conchas, quase vizinha.

E a maioria dos passantes estranha quando, muitas vezes em coro, dizemos: bom dia.
Olham surpresos procurando a quem nos dirigimos.

Mas nós por cá andamos espalhando os nossos boms dias.

Se virem dois homens, um mais velho mas sem aparentar a idade que vos disse, alto, escorreito, cabeleira branca e outro uns 8 a 10 cm ( 1,74) mais baixo passeando e largando sonoros e alegres bons dias já sabem que, provavelmente, passaram por nós.

Deixo-vos uma foto do "«Sabichão" assim ele o baptizou mal nasceu.´

P.S - homem do futuro à net não aderiu nem adere.

Diz que há sobre-informação. Tem computador que veio substituir a sua máquina de escrever, mas só o quer para essa função.

quarta-feira, outubro 24, 2007

A generosidade surge e flui



Quem por aqui passar e se sentar a descansar à sombra, apesar de hoje o Sol não ser visível a nossos olhos, debaixo das árvores está sempre uma bela sombra, quem por aqui passar e se sentar à sombra a dar dois dedos de conversa e a beberricar um chá quente que já sabe muito bem, notará, do lado direito um "selo"/"banner" (se não for esta designação digam-me) de Blog Solidário , que o amigo LUMIFE (e seu blogue BEJA), alma grande pelo que podemos ver nos seus três blogues, me ofertou, deixando-me embaraçado por sentir muita generosidade dele e pouca valia minha.


Este amigo, em seus blogues de grande qualidade e pureza. no amor à sua região e gentes, divulga também (e faz, que já li) poesia e largamente a cultura nacional com expressão Alentejana.


Agora, ai que me faz vir água aos olhos e...à boca no seu ALVITO vem divulgando de forma escorreita, precisa, rigorosa E atractiva a Feira

dos Santos e Frutos Secos.


Já há anos que lá não vou, mas guardo bem fundo em mim, o prazer do convívio simples, fácil, com as atenciosas e serenas gentes alentejanas. Nem falo dos pitéus.

Me fico pelo prazer do convívio pois foi o que mais me agradou.

Marca que ficará para sempre em mim, da 1ª ida.

Sempre ouvira dizer que o Alentejano era fechado, reservado....Falsidade maior.

Basta ir e todos verão e, principalmente VIVERÃO o contrário.

Até cantei modas com um grupo de famílias alentejanas que lá estavam e nos não conheciam de parte alguma.

Enfim, preconceitos são coisa que não falta neste minúsculo país dito de...brandos costumes.


E este amigo, o Lumife, não se fica por aqui. Ná.

Tem ainda um terceiro blogue, de seu nome: SABIA QUE...? onde com a paciência e perseverança do investigador presta um serviço público formativo e informativo, rigoroso e cuidado, sobre matérias várias, maioritariamente (todas as que li o eram) sobre saúde e o seu oposto.

A ele sim, merecidamente, o Selo do Blog Solidário.

E já que é da praxe, podendo esta ser alterada por quem quiser, mas hoje eu o não faço, o dou a alguns e algumas das amigas e amigos que por aqui vou conhecendo e creio que todos o erecerão por igual, mesmo os que não refiro aqui e hoje. Por isso, quem vier por bem, pegue e leve-o também consigo.


  1. Amaral Nascimento

  2. Ana Eugénio

  3. Cármen Villanova

  4. Cláudia

  5. Eduardo

  6. elsa sekeira

  7. José Gomes

  8. Manoel Carlos

  9. Orca

  10. Sophiamar



(foto retirada de um blogue do Lumife)
Como é bela esta terra alentejana.

quarta-feira, outubro 10, 2007

variações

entre a realidade e o sonho andei por aí fora mais dias do que previra e vos transmitira.
Entretanto voltei há já largos dias, mas na vida surgem coisas inesperadas e assim a ausência continuou e vai continuar, mas não sem hoje vir aqui e passear um pouco por este belo mundo criado na virtualidade onde o real da solidariedade humana se mostra em esplendor.
Sei que existe uma outra face, como em tudo onde a humanidade se apresenta.
Felizmente essa outra, negra, tem andado de mim arredia e espero que continue.
Os dias que pela serra andei foram deliciosos, no tocante à natureza e a alguns humanos e novos conhecimentos.
O mais interessante foi a "nhora Nininha", como é tratada e advém-lhe tal diminutivio da peculiar forma de construir as frases.
Diz ela que assim é desde que se lembra.
Conta hoje oitenta e cinco rijos e lúcidos anos.
Os filhos, seis rapazes, emigraram, vivem muito bem nos países de acolhimento onde ela já foi várias vezes e gostaria eu de saber reproduzir as imagens com que nos transmite as emoções que esses estranhos países e gentes de diferentes e estranhos usos e hábitos lhe provocam, mas confesso minha impotência para tal. Minha incompetência, afinal.
Voltemos ao nome: "nhora Nininha" fala sempre, mas atenção que quando digo sempre é mesmo sempre, usando diminutivos.
Por exemplo, ao falar das galinhas dizia-me: "Veja o senhorinho que as minhas galinhinhas andam por aí, soltinhas.
Comem ervinhas, bichinhos que por aí é o que mais há, mas do que elas gostam mesmo é de comer minhoquinhas.
Havia o senhorinho de as ver...
As pobrezinhas ficam louquinhas e brigam umas com as outras, coitadinhas, tentando roubar à galinhinha que apanhou a minhoquinha a pobre bichinha.
Olhe, até faz dó, pois se não bastasse a bichinha ser comida, antes fica toda partidinha com a briga das minhas galinhinhas"

Não pensem que brinco ou deliro, nem que ela assim fala por debilidade ou esclerose.
Não sabe explicar o porquê.
Lembra-se que sempre assim falou e o geito ficou-lhe de tal forma que nunca falou doutra forma.
Nina lhe chamavam os pais.
- "Por eu sempre falar assim o povinho baptizou-me de Nininha.
E pegou. Por mi tá bem. Sempre esteve.
Não é falta de respeitinho. Até é um miminho, um carinhinho, não acha o senhorinho?"
E ri-se. Alegre. Com uma pureza que já raro se encontra.
E dos "filhinhos", dos "netinhos" e das "norinhas" me fala, com carinho e elogios e
m que se desfaz também com lágrimas, se fosse ela diria umas lagriminhas, quando fala dos seus ricos "netinhos" e também dos "sobrinhinhos que são como filhinhos", pois tanto ela lhes quer quanto eles a ela e nela sempre buscam conselho e orientação.

Lido desta forma parece que é louca ou esclerosada.

Longe, mas muito longe de tal.
Modo de falar que o isolamento alimentou e forma carinhosa em que sempre se expressou.
Sábia é esta mulher que ali vive só, contra a vontade dos filhos que a querem com eles, no conforto e segurança de suas casa e amor.
Falámos muito.
Acabei por ficar três dias na zona e passei a maior parte desse tempo com ela.
Vim de lá mais rico e humanamente mais "humano" e com maior capacidade de compreensão e respeito.
Como se ela me houvesse retirado uma venda que desconhecia velar-me os sentidos do corpo e da alma.

Lá voltarei sempre a enriquecer-me, pois fiquei convicto que apesar da idade, do isolamento, da distância que a separa dos filhos e restantes entes amados que por norma vê duas vezes por ano, não se sente só, nem solitária, embora diga que estaria melhor se tivesse:"o meu Albertinho" comigo. Foi sempre um bom maridinho e bom companheirinho.
Um mourinho no trabalhinho que só visto". E suspira.
Um som suave que lhe sai fundo do pequeno peito pois é franzina.

quinta-feira, outubro 04, 2007

explicação e pedido de desculpas

(Foto da internet, sem autoria)

Às e aos pacientes caminheiros que por cá passam e que continuam a deixar pégadas em suas casas, que gosto de visitar, quero deixar uma palavra explicativa pela ausência, quase desaparecimento.

O meu computador principal, digamos assim, avariou. Estou a usar um muito velhinho, comprado há anos no eBay, com o destino quase único de escrever texto e que não se dá muito bem com a internet pois as suas definições são "débeis" para tal.

Por outro lado tenho andado a aproveitar este início de Outono para vaguear pela Serra , gozando esta fase do início do Outono e ficando fora, qual jovem, perambulando.

Só que os meus ossos começam a ressentir-se e já sei que não tarda terei que pernoitar sempre na quentura da casa e da cama em vez do saco-cama.

Vim ontem para enviar a minha colaboração à M., no Palavra Puxa Palavra e amanhã, se não amanhecer a chover a cântaros, pego no bordão de caminheiro, na mochila já aprontada e faço-me aos caminhos que se deixarem desvendar e descobrir por meus olhos e pés.

Ainda há um terceiro factor que me faz andar arredio.

Como se não bastassem as dificuldades do computador, a internet - móvel, que outra não há, ainda nesta zona - tem fraco sinal e por vezes passo 3, ou 4 horas par conseguir colocar um pequeno post, pois no meio desliga-se e faz isto inúmeras vezes.

Por vezes perco o que já havia feito.

Com o regresso fixo à casa tentarei obter melhores condições e, de qualquer das formas como não terei muitos trabalhos no exterior visitar-vos-ei a todos, na esperança que não tenham levado a mal esta prolongada ausência.

Fica a explicação.

Verdadeira e real.

Levo comigo a saudade dos textos que não tenho lido e das visitas não feitas aos vossos sítios onde me delicio a ler-vos.