terça-feira, agosto 28, 2007

Por ora, quedo-me neste meu novo lar

E ao escrever o que supostamente é o título deste post dei conta do absurdo, pois o meu lar é o mundo todo, todo-o-mundo e o cosmos sem fim.
Mas aqui e agora, neste momento, ao dizer: “lar”, falo desta casa que habito, do espaço envolvente, jardim-quintal, tudo misturado como convém, pois assim é a natureza, não uma coisa super-ordenada, onde plantei – desenvasando – as plantas favoritas da Maria Manuel e vou acrescentando plantas rasteiras e arbustos autóctones que sempre trago de minhas caminhadas.
O espaço ainda é amplo, assim o quis, não gosto de limites, não tem muros nem delimitações.
Para além da casa de origem mandei construir, e colaborei na construção, um anexo que se pode considerar uma casa para hóspedes, família e outros.

Estou agora a estudar com camponeses da zona – esta é uma das maravilhas – encontrarmo-nos por aí, eles trabalhando, eu deambulando, e ficarmos à conversa como velhos conhecidos e amigos – estou pois a estudar com a ajuda deles, quais as árvores de fruto que melhor se adequarão quer ao clima quer ao tipo de solo, para no Outono as plantar.
Como a água me não falta irei aprender com eles a cultivar alimentos; batatas, legumes vários e farei uma pequena horta.
(a flor do hipoericão do Gerês - essa tenho aqui, é linda, não é?)

(e estes frutinhos deliciosos, conhecem?
Medronhos. Não tenho mas já combinei com um dos meus novos
amigos e vamos transplantar na época certa.
Hummm! Que delícia)


E peguei nos livros da M.M e comecei a ler.
Ela sempre foi muito dada àquilo que costumamos designar por esoterismo – creio que o adequado será falar no plural dadas as várias correntes, ainda que afinal o fio condutor e o término sejam os mesmos.


Tenho muito para ler e agora, aqui, sinto que entendo o que leio.
Quase como se os livros e este espaço me esperassem.
Creio que me desintoxiquei e a alma está mais aberta.
Assim como a mente.
Até comecei a fazer Yoga seguindo, com muito cuidado, um desses livros.

19 comentários:

Sei que existes disse...

Deve ser um lugar maravilhoso! Mas o que o deve fazer ainda mais maravilhoso é a pessoa que nele habita e faz desse lugar, um lugar especial!
Beijos

Sophiamar disse...

Pelo que descreves,o ambiente que te rodeia é muito bonito e tu vais torná-lo mais bonito ainda. Estás cheio de projectos, pronto a reiniciar a caminhada e fico satisfeita ao ver-te assim disposto a fazer caminho.Continua eremita.
Quanto às plantas que pretendes cultivar, conheço bem o medronheiro que cresce espontaneamente aqui na serra que habito e de onde se faz o saboroso medronho algarvio.
Agradeço a tua passagem pelo meu canto e deixo-te beijinhos mil

Tostimara@gmail.com disse...

pode parecer cruel o que vou dizer, mas pensa comigo: não se poderá dar o caso de a M.Manuel ter, nesta vida, duas funções para contigo: viverem em amor e partir para que na tua dor procurasses e encontrasses o k devias?
afinal podemos resumi-la auma única. Amor e crescimento, apontando o caminho
Bjs
luz e paz em teu caminhar

Fata Morgana disse...

Meu companheiro de viagem, gostei das tuas flores e do teu texto. Tu sabes que não és daqui, como eu sei que não sou daqui... pois sabes? Desculpa, é uma pergunta muito íntima e nem espero que respondas, claro, mas parece-me tanto, tanto, que tenho razão! Por isso a fiz.

Não esqueças que tens o meu castelo à tua disposição para descansares das tuas jornadas. É um lugar hospitaleiro e solitário. Especial para quem, como tu, tem muito que andar por dentro.

Um abraço.

MARTA disse...

Bons projectos, bom convivio com a natureza, sentir a beleza dela, falar com ela...
Quanto ao yoga, eu também o faço, infelizmente numa sala, mas quando se proporcionar, vou tentar participar numa aula ao ar livre.
Obrigada pela visita - até já
Beijos e abraços
Marta

Menina_marota disse...

O Gerês uma das zonas que já conheci bem...e de que guardo tantas memórias. O nosso lar é onde está o nosso coração, dizia-me o meu Pai, todas as vezes que mudávamos de terra, nos seus afazeres profissionais...

O meu lar agora, é onde posso ver o mar...

Grata pela sua visita e pelas palavras deixadas no meu "canto"...

Um abraço carinhoso ;)

(espero que não se importe que o tenha linkado... não perco o caminho...para a próxima visita.)

De Amor e de Terra disse...

Olá boa tarde!
Há anos atrás, fiz parte dum grupo de montanheiros que muita vez andava por aí!
Encontrávamo-nos em acampamentos, por vezes à moda antiga, e ficáva-mos ou na casa Abrigo ou em tendas muito próximas da casa...
minha filha, que agora tem 32 anos somente aceitava ir às minhas costas, nesses passeios; meu filho, mais velhito, esse andava connosco a pé pelos trilhos o que muito o ajudou em termos de resistência pois é asmático.
Tenho por vezes muitas saudades desse tempo, mas somente no que concerne esses passeios na serra, os filhos pequenos, os fogos de campo e a beleza em redor, principalmente ao alvorecer e ao cair da noite!
Abraço

Maria Mamede

De Amor e de Terra disse...

Peço desculpa; houve um erro ortográfico. Lamentável.


Maria Mamede

Daniel Aladiah disse...

Belíssimo... quem sabe um dia...
Um abraço
Daniel

Sophiamar disse...

Vim ao eremitério, observar a paisagem e deixar-te um beijinho.

Tem um bom dia!

Amita disse...

Olá Eremita
Que belo caminho estás a traçar e, no maravilhoso lugar que habitas, tudo se conjuga para o incentivo.
Adorei seguir os passos do teu sentir descrito mais abaixo e essa acalmia que te enlaça.
Com carinho um grande abraço e que a luz perdure nos teus traços

M. disse...

Se gostou de passear pelo PPP, porque não participar também no Fotodicionário?... É só mandar a fotografia para o meu mail na data prevista.

mixtu disse...

muit aactividade num lugar mágico...
e vais aprender muito com eles...

abrazo europeu

Anónimo disse...

http://metoscano.blogspot.com/

Sophiamar disse...

E neste teu novo lar vim reler as tuas palavras, desejar-te um bom dia e deixar-te beijinhos.

Amaral disse...

A tua ideia é fantástica e com ela sentes-te bem, sentes a tua harmonia com tudo o que te envolve.
Que bom para ti!
Enquanto te sentires assim, acho que deves continuar, mas não deixes que algo te prenda doentiamente...

Cláudia disse...

Lar, é o local onde nos sentimos em segurança, amados e em paz.Tudo o que descreves deixa-me exactamente essa sensação.O contacto com a natureza faz milagres porque ela é verdadeiramente uma mãe.Desejo-te toda a felicidade do mundo neste teu novo lar, e admiro muito os passos que dás.São sem dúvida guiados pelo divino, que pelos vistos tu sabes ouvir...

LFM disse...

Comprei recentemente uma casinha no Alentejo com um pequeno quadrado de terreno.
Ao ler este teu post, decidi que é um medrnheiro que lá quero ter.
Por favor, diz-me como fazer e quando.
Um abraço

Meg disse...

Como começar sem agradecer a honrosa visita?
E porquê aqui, neste post?

Não, meu caro, pelo que já li,não é só o L.Cohen e a natureza que temos em comum. É também este despojamento que lhe sinto e que pratico, há muito.
Esta é a verdade da vida simples, sem artifícios nem vaidades, e que alguns, poucos, conseguem recuperar. Por isso, também, é na Freita, de que conheço todos os recantos, que me "enterro" mesmo que só como refúgio mental... nas memórias dos anos que lá passei fins de semana a fio... e não só na Freita.
Ao Gerês penso ir ainda um dia, pois não conheço senão pelas imagens que vou vendo aqui e ali.
Espero não leve a mal o "lençol", mas é tão raro encontrar pessoas com quem nos identificamos!
Gostaria de poder linká-lo.
Um abraço