segunda-feira, dezembro 22, 2008

9º Jogo das 12 Palavras - 1ª parte






NATAL

No dia 13 de Dezembro morreu.
Ninguém pensou no Natal que estava a chegar, só ela. Olhava para a avó, olhos secos e pensava no Natal que estava a chegar. Perguntou-se de seguida, olhando todos que choravam, se seria tão insensível como diziam. Adorava aquela avó, mas não conseguia chorar, só se lembrando do Natal que estava a chegar....
Ouviu vagamente a conversa de Alice, um autêntico sofisma, que a todos impressionava pela 'devoção' demonstrada, revirando os olhos mostrando a Alva, apontando o dedo para ela, para que todos vissem que não chorava. Pensou lá com ela que durante a doença da avó, seis longos, dolorosos meses, que a teria ido visitar umas duas vezes. Puxou pela cabeça para visualizar a segunda vez. Não, decididamente tinha sido só uma.
E o Natal que estava a chegar....
Indiferente a todos, ia passando pelos diversos grupos, ouvindo aqui uma coisa, além outra, acolá um outro que se vangloriava da estima que a avó lhe tinha, paralogismo perfeito.
Conhecia-os tão bem, sabia tão bem quem tinha gostado da avó!
Estava a chegar o Natal....
Estavam ali tantos, ela no meio dos outros, sentindo-se como se não fizesse parte daquele clã. A avó fora a única, com a sua bondade, com o seu amor, que sempre a fizera sentir pertença de algo, tinha sido o seu patrono.
E o Natal que estava a chegar....
A 17, juntaram-se todos, uma outra vez, por se ter encontrado um bilhete, dentro do seu cofre, que nomeava quem queria que estivesse presente, para desvendar a carta que lhes deixara.
A carta, qual oráculo iluminado, deixava o pedido de se juntarem todos os Natais, inclusivamente o próximo, dali a oito dias, como se ela estivesse presente. A avó era a única que conseguia todos congregar à sua volta, Natais de festa, de amor, de ternura feitos.
Finalmente alguém se lembrava do Natal que estava a chegar......quem já cá não estava
Além daquela carta, havia uma outra lacrada, em nome dela.
A inveja, por a avó gostar tanto dela, entre alguns membros da família, sempre a tinha notado, mas quando recebeu a única carta individual, que nem deixara a nenhum dos filhos, o ambiente turvou-se.
Um dos tios, o preferido da mãe, que também gostava dela, chegou-se perto e murmurou-lhe baixinho, para nunca se esquecer daquele gesto da avó que tanto a amara, que recordasse, para ser digna dela, que não ligasse às invejas que se sentiam, que depressa passariam.
A preciosa carta foi aberta, lida, guardada e finalmente com as represas rebentadas, as lágrimas escoavam rosto abaixo. Nela a avó falava de um reencontro que se haveria de dar entre as duas, da mudança que a sua morte ia provocar na sua vida, da coragem que teria de ter para a enfrentar, da pena que tinha de não estar viva para poder presenciar o bem que se sairia, da sua fé nela
Nesse Natal todos se juntaram, mas o Natal que estava quase a chegar....não chegou.
O pedido da avó não se concretizou
Aquele foi o último Natal da família
Claras Manhãs
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"Avó

Tinha recebido a carta da avó há uma semana avisando-a da sua vinda. Ansiava pelo reencontro com aquela anciã, de cãs alvos e face iluminada pela sua bondade interior, pois já não a via há algum tempo...desde que tinha tinha deixado o Norte e rumado a Lisboa, altura em que ela, decididamente, cortou com o passado e com a mágoa que paisagens tão familiares lhe trazia, e partiu em busca de novas cores e nova caras.
A avó tinha-a acompanhado desde sempre, quer enquanto adolescente insegura, ajudando-a a desvendar os segredos da sua feminilidade, quer enquanto adulta apoiando-a nas mudanças da sua vida, como esta que estava agora a atravessar. Tinha sido sua patrona por diversas vezes perante a mãe, protegendo-a da ira materna sempre que ela tinha um comportamento considerado mais rebelde, nunca a julgando e sempre estando do lado dela com aquele sorriso sereno e tão tranquilizante. E sempre que ansiava pelo conhecimento da vida e precisava de respostas, recorria à avó como se de um oráculo se tratasse, bebendo aquelas palavras que a alertavam contra os sofismas e paralogismos do mundo, e lhe diziam para não ter pressa de crescer...
Sorriu...
A campainha tocou...
A avó chegou..."

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O paralogismo
do patrono
oráculo de alva carta
a desvendar bondade,
é a mudança decididamente
do iluminado
e o antagónico do sofisma
no nosso reencontro.
Paula Raposo

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METAMORFOSE

Sempre ao fim do dia, depois de horas extenuantes dum trabalho cansativo, havia encontros e reencontros naquele quarto que agora se encontrava iluminado pela luz cinzenta daquela tarde de Outono. Aí, encontravam-se para descansar e conversar sobre banalidades, dois seres, sem história.
Libertavam a imaginação e, deixavam de ser, os profissionais sagazes e competentes, capazes de usar, com extrema habilidade, todas as cartas do seu baralho, para,rapidamente, aniquilarem os seus adversários, para, passarem a ser, naquele espaço liberto de mentiras e veleidades, dois simples humanos.
Ali, sem fazer "bluff" ou usar de qualquer sofisma, abriam a sua alma, entregavam todo o seu jogo e, colocavam em cima da mesa, os seus mais puros sentimentos.
Havia uma mudança do real para a fantasia. O paralogismo usado nas conversas ajudava-os na metamorfose e fazia-os esquecer a parte mais negra da vida. Tornava-os em libertos sonhadores que, falando sobre nada, viviam momentos de verdadeiro abandono às coisas térreas.
Naquele dia, porém, o "patrono", pedira para ser feito uma averiguação mais profunda ao caso a que chamaram "oráculo", a fim de ser possível desvendar toda aquela cumplicidade do trama que tinham entre mãos, já há algum tempo e, cujo desfecho estava tão difícil de encontrar.
decididamente, era obrigatório trabalhar a sério e deixar as quimeras para outra ocasião.
A alva manhã foi encontrá-los adormecidos sobre a mesa de trabalho, rodeados de papéis manuscritos, livros abertos, chávenas de café vazias e um sorriso de bondade no rosto de cada um.

Era bem visível que tinham encontrado a solução do problema em estudo mas, por fim, também o cansaço os tinha apanhado e vencido.
Benó
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impressão digital

a carta vinha, decididamente eivada de sofisma. toda ela escrita com essa intenção.
eu facilmente cairia nas elaboradas falsidades silogísticamente apresentadas não fora o meu patrono, como iluminado oráculo, desvendar a mudança de tom e ritmo _ com os quais as sombras foram artisticamente tecidas, escondendo caminhos, desbravando outros por onde as palavras nos conduziam com mestria, assim, escamoteando a verdade. destacando hipotéticas verdades, apresentadas como absolutas na alva folha onde uma escrita erudita, alinhada numa letra certa, bem desenhada, nos induzia a pensar na bondade e civismo de quem manualmente a escrevera.
a arte e o domínio do pensamento tão certeiros como um tiro no coração.
para o ludíbrio melhor funcionar, de onde em onde, um paralogismo era detectado, mas com uma singeleza quase ingénua que destacava, acentuava até, a pureza das intenções assim tornando mais denso o véu que encobria todo o falso raciocínio em que se baseava.

Passados tantos anos reencontro, nos documentos em minhas mãos, o mesmo ritmo, o mesmo tom, a mesma argúcia e sei, sem sombra de dúvidas, que foi redigido pela mesma mão.

uma extensão da mesma racionalidade neles impressa como uma impressão digital mental.
Eremita

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DESTINO

Encontrei-te.
Depois de um profundo e apertado abraço, olhei-te demoradamente, mergulhei nos teus olhos e vi com alegria que eras feliz.
O teu rosto, emoldurado pelos ondulados cabelos cor de prata estava iluminado com aquela luz especial que só a bondade sabe transmitir. E era esse o sentimento que inundava o teu coração naquele momento.
.
Não me quiseste desvendar o segredo de tanta felicidade mas pressenti que, decididamente, a tua vida iria mudar. Mostraste-me, receosamente, a carta que te fora entregue, no dia anterior.
Sem palavras, li-a em silêncio e, no fim, senti que este nosso reencontro iria ser a alavanca que faltava, para aquela mudnça que há tanto tempo me anunciavas.

Mais uma vez te abracei e com a tua alva cabeça, sobre a minha, como que a protegê-la, estivémos largos momentos em perfeita comunhão sentindo os nossos corações baterem numa cadência perfeita.
Sem sofismas nem paralogismos, afastei-me, pois sabia que o teu destino iria levar-te, mais uma vez, para longe dos meus braços, por essa estrada que me era interdita.
Tinham sido essas, as determinações mencionadas no oráculo do teu patrono através daquela carta que acabara de ler.
Eu iria ficar só.
Benó
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Rude, com ar de iluminado, o missionário subia a escadas de um púlpito rudimentar para o habitual reencontro com a multidão de que se sentia patrono, patrício, irmão na bondade possível, ali, na clareira da floresta, decididamente votado a espalhar uma luz de mudança naquelas almas primitivas. Por vezes sentia-se oráculo daquela gente, as suas palavras pareciam originárias do reino de Deus, e toda a gente ali, pensava ele, o olhava com vontade de desvendar o sentido mágico do sermão do padre velho, cabeça alva, emissário também dos reis longínquos de quem recebia uma carta bem fechada, com selo da corte, e de cada vez que por ali passavam os navios a caminho do Oriente.
No alto das montanhas, entre brumas, vivia um Eremita, pedras em volta, solidão abrangente, mas a religião que praticava não parecia partilhável e ele raramente recebia alguém. O céu dava-lhe, em silêncio, através do espaço, as respostas à sua constante meditação.
Cá em baixo, o missionário recebia com sofisma, as perguntas do povo sobre aquele irmão tão breve de palavras, sorrindo em paz, apesar do seu auto-sequestro e do trabalho de sobrevivência que desenvolvia em volta da sua casa de colmo. O Missionário abria os braços e o seu discurso tornava-se num paralogismo pior do que os eufemismos habituais: então caía em pecado, o seu raciocínio era em geral falso, por vezes redundante e de má fé.
«O eremita, dizia, esconde-se da luz e dos outros porque acredita num Deus apenas para si».
ROCHA DE SOUSA DESENHAMENTO
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O oráculo apresentou-se; a fronte erguida, alva, iluminado pela bondade, a anunciar a mudança do patrono.
Sem ideia de sofisma, não mais que um paralogismo, no desvendar da carta para o reencontro.
Decididamente, a única saída.
Jawaa
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Sofisma!... Paralogismo!...
Acesa discussão prosseguia na ágora.

Num dia decididamente suave,
o eminente oráculo,
no desvendar subtil da mudança das palavras
e reencontro da acalmia e bondade,
emitiu alva carta
ao patrono das Artes:

Iluminado é aquele que aceita
a linha sinuosa dos passos.
Amita
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EXTRACTO DUMA CARTA QUE NUNCA ESCREVEREI


Ainda assim, devo confessar-te

que recordo com alguma nostalgia
a bondade dos tórridos jogos de amor,
naqueles distantes dias em que o fogo da nossa paixão
era vivo, crepitante, breve.


Estávamos, sem disso nos darmos conta,

empoleirados no cume da montanha.

Anos mais tarde, como bem sabes,
perdemo-nos um do outro nas esquinas do destino.
E assim nos mantivemos por uns tempos,
como se ambos carecêssemos
dumas avisadas férias sabáticas,
cada qual a desbravar o seu caminho.

Inesperadamente,
encosta abaixo,
celebrámos o nosso reencontro.

Fomos felizes!
E só agora me dou conta
de como, nessa altura, nos julgávamos
seguros de nós e da nossa relação.
Um par iluminado.

Meu Deus…
Não tínhamos a noção
que representávamos, os dois, no grande anfiteatro da vida,
com máscaras que não escolhêramos,
o êxodo da nossa pequena tragédia.

Por fim, o desgaste insuportável,
o caos anunciado…

Então, já no sopé da montanha,
procurei respostas sozinho,
como se tivesse adormecido exausto
na escadaria do velho templo de Apolo
esperando o oráculo,
o desvendar da tua mudança.

Logro meu…
Sofisma atroz…
Paralogismo infantil da minha alma
que continuava crédula e alva,
de inocente que era.

Não mudaste...

Hoje, não pretendo ser
nem teu acusador
nem teu patrono.

Para mim, morreste.
Decididamente!

Apenas pretendo viver em paz,
em doméstica comunhão
com os meus velhos fantasmas.
Aníbal Raposo
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Alva

Alva senta-se no rodado da saia. O frio que lhe atiça as coxas recorda-lhe as palavras gélidas ainda vivas no papel da carta que acabou de reler. Tanto tempo sem saber dele e agora, assim de repente, tudo e nada.
Diz quem escreveu que falecera.

Talvez.
Alva abana a cabeça, incrédula.
Outros tempos, outras terras. Outras cores. Fora há muitos anos. Tantos que decididamente quase se esquecera do contorno do seu rosto. Era tempo de amor. Quando o calor aquecia o corpo, mais os sentidos.

Alva dos Santos.

Que tempos aqueles. Quase olvidara como fora. O tempo tem sempre destas coisas, lava. Lavara-lhe os desejos, apagara-lhe as memórias. Agora recorda. Sente uma tremedeira que há já muito esquecera. A carta. Maldição. Um desvendar de coisas que julgara sepultadas. Não sente saudades. O passado deve ficar por lá. Já fora joeirado. Depois dançado e iluminado de fogo.

Fora num tempo de verão. Quando as amoras refulgiam de pesadas por entre as silvas. Fora quando o pai fizera aquela promessa ao Santo patrono a propósito das sezões da Lila. Lila era a irmã do meio. Nascera assim fraquinha, e, depois sempre que o verão apertava, a coitada rebolava os olhos, empalidecia, e zás. Caía. Assim pró chão. Desabada. O Chico das Mós, homem de boas promessas e trabalho, empenhou-se a fundo, arrastando toda a família. Alva era moçoila feita por essa altura. Moçoila bonita, muito mesmo. Alva como o nome. Toda ela vibrava. Tinha namoro. Tinha. Até já lá ía a casa, isto é ao pátio, que o pai não era de modernices.

Mas o sofisma da vida, fez que o destino lhe trocasse as rédeas. Jorge Feitor. Ai, ainda lhe rói o nome. Bem-apessoado, bem-falante, bem jeitoso. Tudo bem e bom. Lá foi com o pai até à igreja, à sacristia. Trataram da promessa. Os olhares enviesados que entretanto se iam dando. Os calores. Os sobressaltos. O pai não viu, não reparou. Também fora discreta. Só pelo rabo do olho se encontrarem naquele espaço de cheiro a sabão e cera. Tão lavado e engomado que sabia a pecado só olhar.

Mas naquela noite, deitada na alcova, lado a lado com a Lila que gemia, Santo Deus como aquela alma gemia. Enquanto Lila gemia, e estrebuchava de mansinho, ela rebolava a carne no ardor do cheiro que lhe ficara. Cera e sabão. Decidiu no dia seguinte visitar a igreja. Fazia-o ao domingo com a família. Nunca se apercebera como era bonito! Também de longe e no meio daquela sotaina toda. Pouco tinha para ver. Ah, amanhã ía lá. Tinha que ir.

Levantou-se com os pardais mais o desejo.

Na cozinha encontrou a mãe. Aquela criatura nunca devia dormir. Era a última a deitar-se, ouvia-a de noite, e de manhã já estava de pé. A mãe. Sempre pressentiu nela, mais do que corpo e alma, uma espécie de oráculo de tristeza. Nunca se lembra de a ter visto gargalhar. Os olhos enormes, fundos, as olheiras. Um rosto liso e inexpressivo, mas meigo. A bondade vestia-lhe a pele. Era assim a mãe. Serena ou alheada? Nunca percebeu bem.

-Ó Alva já a pé? O que te aconteceu?
-Nada, mãe. Não tinha sono. Fez muito calor de noite.
-Estamos no tempo dele, minha filha.
-Ó mãe. Como o pai me pediu para tratar do assunto do patrono. Levantei-me cedo para ter tudo em ordem e depois ir até à igreja.
-Ah, mas o pai e tu já não foram lá?
-Já mãe, mas sabe como é, há sempre coisas para fazer…

E fora assim. Visita hoje, encontro amanhã, recado depois. Batina rolada, saia caída e… o mundo mais as rezas, promessas, cera e sabão, tudo desfeito na erva do campo, na alcova por detrás da sacristia. No quarto caiado de branco com o crucifixo na parede. A mudança vestiu-a de mulher. Sabia o quer queria. Não pensava em desistir. Nem Jorge. Como era bom amarem-se. Como se sentia plena. Mesmo quando o cheiro a sabão e cera se misturavam e o olhar do crucifixo a ponteava. Não havia sentimento de culpa. Ela amava um homem. Só isso. Podia durar, queria que durasse. Mas também, não podia.

Era aquele tempo.

Mas, as histórias têm sempre um mas, a Lila, a irmã, a menina das sezões, a doentinha, a tadinha. Não era parvinha, não era, não. Fazia-se. Convinha-lhe. Ameaçou-a. Disse que sabia de tudo. Que a tinha visto. Que a seguira. Que ia dizer ao pai. Que o homem era o padre. Uma vergonha. Uma desgraça.

Alva suspirou.

O último reencontro não foi fácil. Foi de despedida. Não pediu nada, porque nada havia para pedir. Não chorou, porque tinha rido. Não o recriminou. Não tinha que o fazer. Porém, não sentia vergonha, nem asco, nem nada. Apenas estava saciada. Toda. As carnes vibravam, alvas e deleitadas. O resto estava sereno. Tudo.
O seu episódio de vida nunca fora um paralogismo, mas antes o mais puro realismo ideal.

O frio da pedra acorda-a para as palavras.

Levanta-se, entre dentes murmura, enquanto amarfanha a carta. “Ser é ser percebido” foi sempre o que eu quis. Foi tudo o que eu quis.
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a viagem

a Estrela d’Alva anuncia a mudança. as transformações do dia são, decididamente já bem visíveis.
acelero a passada para aproveitar a orientação que as estrelas me dão. elas são a cata pela qual, sem sofisma nem possível paralogismo me oriento. não só no plano físico, geográfico, como noutros planos menos visíveis a olhares despreparados. não iniciados.
sem elas paro. alimento-me e descanso. preparo-me, física e espiritualmente, para nova caminhada mal surjam no céu.
através delas devendo o caminho a seguir iluminado pela sua luz difusa por vezes fortalecida pela fria luz lunar.
preparo-me para o reencontro com o meu patrono. fonte de bondade. oráculo por onde a voz dos deuses passa tal a sabedoria e as profecias correctas e justas que pronuncia.

estendo, no chão, o manto de viagem que me cobre e onde um pouco mais tarde repousarei, acendo uma pequena fogueira e nela aqueço, hidratando-os com água, os alimentos secos que trago na mochila, enriquecendo-os com ervas colhidas ao longo do dia.
agradeço os alimentos e todas as dádivas recebidas. finalmente deito o corpo e repouso.
é então que o cansaço começa a inundar os músculos até que se liberta e o sono me cobre de paz.
Amla
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Decididamente, não há pachorra!
Só pode ser sofisma, a bondade intempestiva daquele sem-vergonha, feito oráculo iluminado, a desvendar mistérios de alva candura, num reencontro para a mudança…Há paralogismo na carta não me agrada a ideia do patrono!
Miruii

6 comentários:

Paula Raposo disse...

A força das palavras. Continuamos muito bem! Beijos a todos.

tulipa disse...

Eu não posso acreditar que voltei a "perder" a oportunidade de participar neste jogo...
Só hoje - dia 26/Dezembro vejo que terminou dia 20...estou completamente desolada!!!

AQUI FICAM AS 12 PALAVRAS.
NÃO ESQUEÇAM QUE A DATA LIMITE PARA ENVIO DOS TEXTOS É O DIA 20 DE DEZEMBRO.

BlueVelvet disse...

Venho deixar-te os meus votos de um FELIZ ANO NOVO.
Beijinhos

claras manhãs disse...

Feliz 2009, Eremita

Neste ano que começa, que enche a tua vida de Amor, Paz, Luz e Saúde

beijinho

Isabel José António disse...

Queridos Amigos,

Após uma longa ausência, estamos de regresso!
Venham visitar-nos às diferentes “salas” da nossa “casa virtual”:

http://flordojacaranda.blogspot.com/
http://diarioestetico.blogspot.com/
http://reflexoessentidas.blogspot.com/
http://newsletterfromlisbon.blogspot.com/
Isabel e José António desejam um Feliz Ano Novo e a Realização dos vossos melhores sonhos!

Lumife disse...

Visitando os meus amigos/as que guardo no coração e desejando-lhes tudo de bom em 2009.

Um abraço