terça-feira, julho 29, 2008

5º Jogo das 12 palavras (último a integrar o livro"22 Olhares/12 Palavras")- 1ª parte

Eis-nos chegados ao 5º Jogo que, sem o suspeitarmos, nem sequer pensarmos. ficará como um marco desta nossa "lúdica brincadeira com as palavras" pois será o último jogo a entrar no livro colectivo "22 Olhares sobre 12 Palavras" com nascimento para Novembro. E ao escrever "Novembro" sem mais, descobri que mais dia menos dia - e depende dos ciclos lunares não é? - se completarão 9 meses desde a arrancada inicial da ideia em forma de pergunta. Curiosas coisas nos traz a vida.
Temos a alegria de um novo amigo e alguma tristeza de algumas amigas que por muito trabalho não conseguiram colaborar neste 5º Jogo.

Posto isto proponho um interregno para o mês de Agosto, pois se agora há amigas e amigos de férias e a maioria muito, mas muito cansada, é certo que em Agosto param e vão recuperar as energias para um novo ano de trabalho. Então que os Jogos façam um interregno se por bem acharem. Por mim, as férias são iguais aos dias que correm. Noutra altura irei aos States e Canadá estar com filhos e netos. Para já há algo mais importante a fazer por cá.


I
Agarrei os cobertores e ajustei-os à minha volta de modo a formar um pequeno casulo. Mantive-me quieta, evitando qualquer movimento. Tirei os óculos que tinham ficado embaciados devido ao vapor formado pela minha respiração ofegante. Não era a primeira vez que acordara assim, assustada, com o inundar de pesadelos que se abatia sobre mim. Porém, estes eram rapidamente atingidos pelo ostracismo na minha mente. Olhei em volta, para o quarto iluminado pelo luar, ignorando a sombra vertical que me assustava antes de descobrir que era apenas o armário. Silenciosamente, agradeci a presença da lua, pois a escuridão era um inferno para mim. Poucos minutos depois já o susto tinha sido esquecido, e a minha imaginação vagueava por outro país imaginário. Sim, eu era o que se podia chamar de nefelibata – sempre nas nuvens – e não passava um dia em que não sonhasse acordada. Os meus sonhos podiam percorrer enormes distâncias – desde uma simples conversa até um reino de fadas – e mais variável não havia.

Mas agora não era hora para sonhar. Nem quero imaginar o que iria acontecer se a Mãe me encontrasse acordada.
Ana Pessoa

II

O "STRESS" DO VERÃO

Somos um país de marinheiros, de agricultores, de pescadores, de poetas realistas e de poetas nefelibatas, de gente simpática, acolhedora e acomodada vivendo normalmente no ostracismo de quem se encontra geograficamente situado na ponta mais ocidental deste velho continente, com o mar como vizinho.

Por esta altura do ano, nós, habitantes do sul, vemo-nos inundar por uma onda de gente que chega “a todo o vapor, de automóvel, de comboio, de bicicleta, de pé descalço e mochila às costas, mas todos mostrando no rosto o “stress” habitual de quem vive nos grandes centros urbanos. Se os olharmos com alguma atenção poderemos vê-los tão enrolados sobre si, tão apertados pelos seus problemas, sem ponta por onde lhes pegar, que até nos parecem o casulo dos bichos-da-seda.

Nos primeiros dias andam num movimento constante por este espaço, anteriormente tão sossegado, que nem se sentam para tomar uma “bica” ou um refresco, tal é a agitação desta gente da cidade.

Somente, à noite, ao luar, será possível vê-los numa calma conversa, deitados na praia, na horizontal a olhar o firmamento ou de pé, na vertical, junto ao balcão dum calmo bar, possivelmente, a discutir os infindáveis varáveis desta crise que nos atormenta

É assim o inferno do verão!

Benó

III

Depois do funeral do pai, Mariana saiu do cemitério a todo o vapor e cabisbaixa, dirigiu-se a casa.

Refugiou-se ali, como se de um casulo se tratasse e ao mais leve movimento vindo da rua, corria para o quintal onde um luar de prata fazia com que por momentos, esquecesse o inferno dos últimos dias...

Cansada de caminhar sobre os passos já dados, resolveu afastar-se um pouco, sair do Povoado.

Nefelibata, seguiu pela encosta onde tantas vezes, com o pai e os irmãos, que eram muitos, haviam parado a descansar das brincadeiras e da caminhada.

O seu lado caminhava Nicas, uma cadela branca de pequeno porte, pelo macio e um olhar doce. Nicas Corria e saltava, voltava atrás ao encontro da dona e quando Mariana se sentou num tronco seco para descansar, Nicas aninhou-se no seu colo e fechou os olhos ao sentir a mão que demoradamente lhe acariciava o pelo.

Recordou mais uma vez o pai e esse pensamento veio inundar de paz o seu coração.

Passou horas a deambular pelo campo e por dentro de si própria, as lembranças da infância ajudavam-na a serenar.Com a cadela ao lado, voltou para casa e á sua passagem pela rua, percebeu o burburinho da conversa das vizinhas, que de forma pouco variável se entretinham com a vida alheia!

Sem uma palavra entrou em casa, sentou-se numa velha poltrona, tal como ela, gasta pelos anos, Fechou os olhos e deixou-se viajar até onde a memória lhe permitia.

Recordou a sua primeira viagem de comboio, tinha então 2 anos, era verão e adoecera com tosse convulsa .Foi também a primeira vez que viu o mar que nunca mais esqueceu.

Desses tempos, lembra ainda a mãe, nova e bonita, que junto a um fontanário, á mão, lavava as roupas.Recorda a Ilha até onde foi num barco de pescadores, o senhor Zacarias e seu neto com o mesmo nome, um gato amarelo, um amontoado de pelo e de ternura que alegrava as suas brincadeiras. Besnico era o seu nome e até hoje faz parte do seu imaginário.

Lembra mais uma vez o tio Joaquim, que tinha os olhos da cor do mar, a mãe Albertina a quem era confiada enquanto o pai, homem vertical na sua forma de estar e de sentir, e a mãe, nova e bonita, trabalhavam debaixo de um sol abrasador. Ouve o chiar das rodas das carroças que transportam cortiça e sonhos.

Já o sol entrava pela janela quando percebeu que havia passado ali a noite.Tomou um banho, preparou um chá que bebeu enquanto folheava um livro de páginas amarelecidas pelo tempo.

A cadela de pelo branco, de olhos semicerrados, continuava deitada sobre o tapete.

Mariana não conseguia esquecer os últimos dias do pai que em sofrimento foi internado, e partiu cansado de trabalhar, cansado de sonhar ver este país sair do absoluto ostracismo involuntário a que foi votado.

Enquanto arrumava algumas fotografias, lembrou mais uma vez o tio Joaquim, o que tinha olhos da cor do mar, lembrou a mãe, nove e bonita e quando se preparava para adormecer viu o sorriso do pai.Mariana secou uma lágrima rebelde que teimava em deslizar no seu rosto, podia então adormecer em paz, fechara ali mais um capitulo da sua vida, e quando acordasse, certamente no brilho do sol ou das estrelas, encontraria sempre aquele sorriso. O sorriso do pai.

Bicho-de-Conta

IV

sou

casulo:

inferno fechado

vapor


Pequeno país

a inundar-se

antes do nascimento


Sou

casulo

des-movimento-me


quase uma

conversa nefelibata


quase um

ostracismo ao luar


Pequena gota variável


vertical
pendurada ao acaso
em galho qualquer


Rubens da Cunha

V

ANTI-VERTICAL


Eu sei porque acordei de repente nesse casulo e a conversa lá fora não me importa em nada e eu quero mais que tudo se acabe nesse inferno que o mundo vive e que o céu vá inundar o luar lá fora na noite num movimento ausente de formas castrado parado e onde todo o nefelibata tome conta de tudo e enlouqueça ameace e coloque no ostracismo toda cidade país continente planeta em órbita desaparecendo e formando um vapor inútil e de forma variável oposto encostado longe de tudo dessa confusão e eu todo o tempo deitado em posição de sonho - anti-vertical.

Júlio Carvalho


VI

Ermitão


Olhando o luar através de uma janela envidraçada com o sabor do tempo, lembrou-se, por um instante, de almas que partiram e deixou o vapor embaciar o vidro com saudade. Fê-lo tantas e tantas vezes.

Iniciou-se um novo ano. Resolveu pegar nas cartas de Tarot que tinha recebido pelo Natal dentro de prenda embrulhada com surpresa. Debruçou-se sobre o livro que vinha na caixa de futuro e calculou a sua carta: Ermitão. Até então, nunca tinha pensado no que significaria aquela palavra tão mística, ilustrada por um mago.

E se o ostracismo fosse uma prática comum entre os mortais?! Pôs à consideração dos seus pensamentos mais profundos e descobriu-se acompanhada apenas por sentimentos e não por gentes... Alguém bastante sociável, cujo contacto com os outros era muito aprazível, mas que acabava sempre por se refugiar nasolidão.

- Por que corres tanto à procura de algo que não sabes se existe?

- Porque sinto.

- O que sentes tu, afinal?

- Sinto que a minha vontade de partir é sempre mais forte que a de ficar!

- O que procuras? Vejo-te sempre fechada no teu casulo.

- Procuro-me.

- És feliz?

- Sim, quando me encontro.

Sorriu, terminou a conversa e devolveu à cogitação uma leitura vertical de um poema muito velho e usado.

Seria uma nefelibata, de certo sem saber que o era. O reconhecimento da maneira de ser de cada um abrange um conhecimento da Psicologia existente em redor.

Com um movimento mágico da sua mão direita, levantou uma carta do baralho sem lhe tocar. Concentrou a sua energia na intuição e foi desvendando as linhas orientadoras ditadas por imagens simbólicas.

Bem sabia que o futuro era variável e dependia dela, mas fixou o olhar na sua carta regente do ano em que se encontrava… Ermitão.

Aquela estava na mesa e fitava-lhe o olhar, adivinhando a realização de projectos ocultos.

Sentiu um calor inundar-lhe as faces, o coração bateu descompassadamente. Aquele ano não seria igual. Um segredo seria desvendado, um sonho plantado na terra e regado com água comum. Haveria um intervalo entre o inferno e a Solidão?! Seria o Ermitão uma carta escolhida ou fadada?! Naquele ano, percorreu o chão do seu país, calcando um destino apressado através de um relógio ausente, cometendo pecados em silêncio.


Eli Rodrigues




VII

por opção

Nefelibata me chamam porque insisto em viver neste país irreal.

Acompanho o movimento das marés e nos bancos dos jardins ou nas escadarias onde repousam sento-me à conversa com os deserdados da vida. Aqueles que o ostracismo social - variável que por norma se mantém invariável e cria pequenos e grandes infernos aqui na terra tendo eu a sensação do seu alastramento – empurra para os limiares do que não se poderá denominar vida humana com dignidade vivida.

Sonhador porque me quedo em qualquer esquina. Vertical figura a ver o luar iluminar a escuridão enquanto a minha imagem parece desvanecer-se, breve vapor na humidade das noites.

Nefelibata serei pois porque me deixo inundar de fraterno amor por tudo o que existe e não me fecho em nenhum casulo casa estatuto ou qualquer outra coisa que a moda das pseudo-elites invente.

Eremita

VIII

DIFICULDADE SUPERADA

Quando li as palavras escolhidas para este jogo, dado os seus sinónimos, assaltou-me a ideia de que iria ter alguma dificuldade em compilar um texto onde elas todas se encaixassem. Havia uma, especialmente, que me provocava um ligeiro franzir de testa.

Assim, peguei na caneta e no bloco de apontamentos e pus-me a escrever o que depois teria um titulo adequado.

Quando à noite o luar vinha inundar as ruas da sua aldeia, sentava-se à conversa com o Augusto, seu amigo de longa data, escritor nefelibata com alguns livros já publicados mas que, com as suas excentricidades e fechado como um casulo, a vizinhança não o tomava muito a sério.

No entanto, gostava de trocar ideias com ele e, muito embora, os assuntos fossem de temas tão variáveis como a literatura ou a politica, acabava sempre por haver um acordo final amigável.

Sentados nos degraus do adro da igreja, naquela noite enluarada relembravam com saudade a viagem que fizeram naquele comboio a vapor e que os levaria para a cidade, imbuídos do sonho de transformar este país num sitio mais aprazível para viver.

Nesse reviver do passado, citavam o Braune e o Tarzan, dois cães amigos que sempre os acompanhavam nas suas caçadas mas que tornavam num inferno a existência dos gatos da vizinhança. Riam com gosto da habilidade que o Braune executava com elegância canina quando, num movimento rápido e preciso, com uma elevação na vertical, lhes tirava o cigarro que cada um segurava entre os lábios.


Cheguei a este ponto da minha crónica e fui verificar se as palavras estavam todas aplicadas. Claro que não estavam e faltava-me uma, aquela que me tinha logo parecido de mais difícil aplicação no contexto da minha historieta.

Mas como me iria sair deste desafio?

Uma noite bem dormida, às vezes, ajuda-me a encontrar a solução certa para as dificuldades que se me deparam no meu dia-a-dia e assim, fui dormir.

Acordo, torno a ler e a reler e chego à conclusão de que as personagens do ensaio para esta espécie de história não irão cair no ostracismo de quem me lê.

Tenho ou não tenho razão?

Benó


IX

Cicatrizes

Ainda meio fechada num casulo, recém-repatriada de um país envolto em vapor, qual nefelibata votado ao ostracismo, sou chamada à realidade pela professora.

A dona Conceição enceta uma conversa que, a mim, me irá fazer enfrentar algum inferno ainda pendente. Esta propõe aos alunos das duas classes, terceira e quarta, que façam uma redacção sobre uma possível futura profissão, igual para todos. Médico(a). Pressupondo que virá a ser esta a nossa profissão, é sobre ela que vamos ter que escrever, como trabalho para casa.

Chegada a casa, tranco-me no quarto e começo a dar largas à fantasia, colocando-me na pele de uma médica e percorrendo mentalmente espaços que se me tornaram familiares, moldando-os a mim com uma nesga de ilusão.


Se eu fosse médica teria um consultório, bem montado, com todos os medicamentos
para tratar os meus doentes.
Tratá-los-ia, a todos, com deveres de uma boa médica…

Suspendo a escrita. As lágrimas afloram e temo inundar a folha branca ao verter o meu pranto. É que as minhas cicatrizes não são algo subjectivo ou variável. Estão bem visíveis. São marcas indeléveis que me deformam o rosto, depois das feridas fechadas.

Com um breve movimento de cabeça, tento sacudir estas sombras que se projectam sobre mim em queda vertical. Se eu, um dia, viesse a ser médica, quem sabe, conseguiria curar-me a mim própria, removendo estas cicatrizes que me amargam na carne e na alma…
É sobre isso que vou ter que escrever, pois vou sofrendo os meus dias na expectativa de recuperar completamente, de que todas as marcas se desfaçam como a escuridão ao ser trespassada por um luar radioso.

Fa menor

X

E a conversa fluiu como o luar, como o vapor crescendo vertical, em movimento, assomando da terra ardente – inferno para tantos! – a inundar de força a sua alma.

Nefelibata votado ao ostracismo num país de herança, é agora o sussurro variável em tonalidades coloridas que abre o casulo dos sonhos.

Sonhos que se concretizam em cada despertar.

Jawaa

XI

Amizade interrompida

Era assim que gostava de o encontrar. Sem premeditação nem combinações prévias, deixando aos humores dos deuses a escolha do local onde nos iríamos cruzar. E quando o encontro acontecia, variável no tempo mas sempre prenhe de alegria e descoberta, procurávamos um casulo onde nos isolávamos do inferno da cidade, fosse ele um jardim ou a beira-rio, e entregávamo-nos a uma longa, lenta e sempre inacabada conversa.

Falávamos então de todas as incertezas. Ele, nefelibata sem o saber, estudava pássaros e contava-me como voava com eles. Eu, mais prosaica, acompanhava-o com o coração, sorria e reafirmava que iria salvar o país com o verbo e a raiva. Por ali ficávamos, convocando memórias e desejos, até à hora em que o luar se punha e as primeiras pinceladas da madrugada vinham inundar o nosso silêncio cansado e fértil.

Naquele dia, contudo, ele estava diferente. Uma sombra desconhecida a embaciar-lhe o olhar, a quebrar-lhe a postura vertical, a traçar-lhe reticências nas frases: que quando desprezamos o corpo ele se revolta e nos trai, que o seu corpo o ia trair - assim afirmavam os que sabiam de ciência certa. Não enunciou a palavra morte. Mas sobre nós escureceu uma nuvem de húmido vapor vinda do fundo do medo envolvendo-nos num movimento circular e paralisante. Ele, já recolhido num ostracismo desistente. Eu, perplexa e atordoada. Infinitamente só li nos seus olhos o adeus e sorrindo chorei sem lágrimas a nossa amizade interrompida.

Justine

10 comentários:

Fa menor disse...

Ora cá está o belíssimo resultado de um novo jogo. Com este se completa um ciclo. Quando embarquei nesta aventura nunca me passou pela ideia que iria desembocar num livro...
Projecto ousado este, mas muito gratificante! Eu acho.
Parabéns Eremita!
Beijinhos a todos.

TMara disse...

estou a passar os olhos pelos textos e hoje é um diferente olhar porque tive o privilégio de os ir lendo à medida que os recebia em virtude do meu envolvimento directo na feitura do livro "22 Olhares sobre 12 Palavras". E acontece k o fascínio é maior no conjunto do k texto a texto. Entendam-me - cada um fascina pelo que traz de novo, mas é no confronto dos diversos olhares que o impacto mais forte nos atinge. Pelo menos a mim. E cada vez mais rico.
E sabem, acredito k ao vermos as palavras impressas no livro o impacto será ainda mais diferente e, em simultâneo fascinante, mas distante de cada um de nós que as teceu.
Obrigada a todas/os pela riqueza de olhares com k mutuamente nos vamos enriquecendo.

Benó disse...

E bem merecemos um descanso, embora, no meu caso pessoal, seja o mês mais cansativo. Férias, por aqui, só em Outubro mas, até lá, vou curtindo o sol, a casa cheia de netos e alguns amigos enfim, a azáfama do verão algarvio.
Desejo a todos os colegas jogadores umas óptimas férias e as baterias bem recarregadas para a nova época.
Abraços e

Sejam Felizes!

Paula Raposo disse...

Tudo bonito!! Uma ideia excelente de cujo resultado me orgulho de fazer parte!! Muitos beijos a todos.

Justine disse...

Que interessante é, o codo como se utilizam as palavras obrigatórias. Quase se poderia traçar o retrato de cada um, pelas escolhas feitas...
Boas férias para todos os companheiros do Jogo!

Sei que existes disse...

Como o tempo passa...
E os belos texto continuam!
Beijocas grandes

anaeugenio disse...

votos de boas férias :)) bem merecidas! por todo o trabalho dedicado a este projecto. ocorre-me uma frase de Forrest Gump: a vida é como uma caixa de chocolates. pois cada um destes textos é como um delicioso bombom :))

Rubens da Cunha disse...

muito bom participar desse jogo.
abraços

M. disse...

Fantástico o que vocês todos fizeram deste conjunto de palavras que me pareceram tão difíceis.
Boas férias para todos!

Benó disse...

Amigo Eremita,li mais atentamente, hoje, com um pouco mais de sossego, o teu texto e não quis deixar de te dar os parabéns por teres conseguido, com tão pouco, dizer tanto e encaixares as palavras obrigatórias.

Um grande abraço e boas férias.