sábado, maio 17, 2008

Imitação de poesia

I

olhas-me. o sangue acelera.

teus olhos de avelã e mel
fitam-me inquisitivos.

desvendas meu ser.

nas veias o sangue acelera
e o rubor tinge-me.

a vergonha de criança de volta.

com mãos titubeantes procuro
a máscara.

seguro-a entre os dedos
estendo-lhe as pernas
e coloco-a.

por detrás dos óculos de sol
deixo a vergonha tingir-me.

intocável agora.

14 comentários:

elsa nyny disse...

muito bem!!!


bjtsssssssss

Justine disse...

Bela, a tua "imitação" :))
Abraço de bom fim de semana

Raquel Vasconcelos disse...

Sem dúvida! Tens que fazer mais "imitações de poesia"!
Belíssimas entrelinhas...

Abraço

Raquel Vasconcelos disse...

PS: quantas vezes parecemos intocáveis...

Anónimo disse...

Gostei . . . Eu nem imitando tenho jeito para poesias! Sou uma poética por natureza, mas não a escrever...
Bom fim de semana.
mj

isabel mendes ferreira disse...

a imitação da vida em poesia é em si mesma Arte. viva.


sem máscaras.


desnudar o ritmo assim é ser. sendo.

"a.poetando".



___________________beijo.

MARIA disse...

Lindo, meu amigo. Mesmo muito lindo.
Que sorte a dos olhos que despertaram em si esta doce "imitação" poética !
Tem que escrever mais em verso, foi muito bem , mesmo!
Um beijinho amigo.
Maria

Benó disse...

Boa Eremita! Gostei do teu poema. É composto por alguém que tem um coração de jóvem e que ainda córa com facilidade.
Parabéns!
Boa semana.

Bichodeconta disse...

Que inspirado amigo, gosto de o /te ver assim.. Poema cheio de enerfia, que nos prende.. Poema feito magia das palavras..Um abraço e boa semana..Ell

Sónia Pessoa disse...

temos o gosto pelas palavras em comum... antes de mais obrigada pelo comentário no meu blog. são pessoas como o senhor e a Raquel, que me dão força para continuar a lutar por algo em que acredito. Espero que leia os restantes contos e me dê a sua opinião, é sempre importante.
Um abraço forte,

Sónia Pessoa

Auréola Branca disse...

Lindo poema!
Regressei aos tempos de infância, quando declarei meu amor ao meu colega e ruborizei. Fiquei tão vermelha que mal pude encará-lo a sua resposta negativa. Precisaria de uma máscara ali.
Meu amigo Eremita, mandei-te dois e-mails para esclarecer sua dúvida.
Abraços.

Eli disse...

:)

M. disse...

Imitação da vida. Boa!

EDUARDO disse...

imitações da cópia "horiginal", limitações de um poema infinito!
ABRAÇO!


PARADOXOS